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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Um papo sobre HIV


Certa vez Carlos chegou em meu escritório com um envelope na mão. Sua perturbação era notória. O envelope era nada mais, nada menos do que um teste de sorologia feito recente, ainda não aberto por falta de coragem; ficando para mim a missão de abrir e dar o resultado.

Por não se tratar de uma tarefa agradável e devido o estado de Carlos, optei por deixar o envelope de canto por algum tempo. Lhe ofereci um café enquanto se iniciava uma conversa despretensiosa.

domingo, 29 de abril de 2018

A Vocação de Pessoas com Atração pelo mesmo Sexo



Geralmente pessoas que possuem conflito com atração pelo mesmo sexo pensam em celibato, isso é normal, mas esse pensamento pode evidenciar algo a mais.

Algumas pessoas não sabem a diferença entre ser casto ou ser celibatário.

Castidade, ou pureza sexual, como alguns chamam é para todos, não importa a tendência sexual. O Sexto Mandamento é “Não pecar contra a castidade”. Isso é para todos, inclusive para casais.

Celibato, segundo o nome em si é alguém que não casou e não necessariamente alguém que se abstêm de relações sexuais, mas alguém que optou por não casar. O termo em geral é usado para representar pessoas que consagraram sua vida em dedicação total de amor e serviços a Deus e por isso optaram por não se casar.

Então, quando uso o termo “celibato” estou me referindo não apenas a negação do casamento, mas à consagração religiosa. Qualquer pessoa pode escolher o celibato por diversos motivos, mas só o religioso consagra sua vida.

É comum pessoas com atração pelo mesmo sexo exercerem cargos de destaque em igrejas ou pastorais. Não que todos os cargos sejam ocupados por pessoas com atração pelo mesmo sexo, na verdade a minoria o é, mas pessoas em tais condições são mais propensas a ocupar cargos de destaque, principalmente em áreas de música, ensino e assistencialismo.

Isso mesmo de forma inconsciente supre parte da carência de aceitação, atenção e reconhecimento, não que isso seja um problema, mas pode acabar mascarando a raiz das necessidades emocionais.

Com isso, muitos preferem se dedicar a trabalhos eclesiásticos a se preocupar com relacionamentos afetivos e assim usam o celibato como um escape social, é comum ouvir frases do tipo: “Estou ocupado cuidando de trabalho pastoral, não tenho tempo para me preocupar com relacionamentos”. Assim, muitas pessoas mascaram ou se acostumam com a atração pelo mesmo sexo até resolver se entregar de vez a vida de celibato.

Isso é errado?

segunda-feira, 23 de abril de 2018

I am Michael e Michael Lost and Found - Comentário

Recentemente assisti as produções “I am Michael” (2015) e “Michael Last and Found” (2017), a primeira se trata de um longa sobre a vida de Michael Glatze, ex- ativista gay, atualmente ativista cristão ex-gay, e a segunda é um curto documentário que visa dar alguma continuidade ao filme, respondendo a curiosidade de muitos sobre como Glatze estaria atualmente.

Por ter maior visibilidade e distribuição, darei maior atenção à primeira produção.
Não só no elenco (James Franco, Zachary Quinto e Emma Roberts), mas também na direção (Justin Kelly) fica evidente se tratar de pessoas envolvidas em outras produções pró-LGBT. Os evolvidos evidenciam também não se tratar de um filme cristão, apesar do estilo “filme gospel” ser uma crescente.

Bastaria ver o elenco e direção para dispensar o filme sem o menor esforço, mas conheço o trabalho de Michael Glatze e mesmo não concordando 100%, não posso negar seu impacto e importância que teve na vida de inúmeras pessoas no aspecto da atração pelo mesmo sexo e religião cristã. Então, isso fez pesar a minha curiosidade em ver no que daria essa mistura entre um trabalho de conversão sexual e ativismo pró-LGBT dos envolvidos.

Era uma tragédia anunciada, mas eu me segurei ao fio de esperança, afinal de contas estávamos falando de Michael Glatze e ele não jogaria sua história no lixo de tal forma. Ou jogaria?

domingo, 15 de abril de 2018

Homossexualidade e Esperança - Aardweg [Download]





Nenhum aspecto da revolução sexual contemporânea mereceu mais destaque e provocou mais polêmica que a homossexualidade. Há vários anos somos bombardeados por argumentos de ambas as partes. De um lado, o movimento homossexual extremista, com exigências de tolerância e aceitação. Do outro, (atualmente com menor expressão pública), estão aqueles que rejeitam absolutamente o problema homossexual e não estão dispostos a encará-lo de modo algum.

No entanto, os aspectos mais importantes da homossexualidade não têm sido discutidos de forma adequada. Entre eles, a investigação das causas e o exame das possibilidades de mudança tanto no comportamento como na orientação homossexual. Atualmente, ao fim de muitos anos de controvérsia exagerada, existe um desejo de se se chegar a alguma conclusão. Em parte, isto se deve a uma mudança na forma como a opinião pública encara o problema. O movimento homossexual extremista dos anos 60/70 começou claramente a recuar. Muito embora o público tenha sido despertado para o tema da homossexualidade, passou também a abandonar a imensa simpatia que nutria anteriormente pelo movimento homossexual.

Resumindo, julgo que atualmente é possível, na cultura norte-americana e ocidental, dar início a uma reflexão racional, critica, porém simpática da homossexualidade. Por isso, a publicação deste livro de Gerard Van den Aardweg, Homossexualidade e Esperança, ocorre em um momento particularmente oportuno. O problema pode ser sintetizado assim: por um lado, temos todas as razões para nutrir simpatia e preocupação com aquele que possui sentimentos  homossexuais, reconhecendo a realidade da sua situação. Não podemos ignorar essas pessoas, nem pedir simplesmente uma mudança de comportamento. Portanto, aceitamos o problema homossexual como importante e real, sem menosprezá-lo de nenhuma forma.

Por outro lado, vêm surgindo, nas últimas décadas, muitos estudos relevantes sobre as origens da homossexualidade. Alguns demonstram claramente que a homossexualidade pode ser e já tem sido de fato mudada. As referências bibliográficas pioneiras apontando nesta direção já foram bem conhecidas e aceitas. Contudo, em consequência do movimento homossexual militante, este ponto de vista foi posto de lado nos últimos 10 ou 15 anos e ficou restrito a uma posição minoritária no campo da psicologia. O Prof., Van den Aardweg mostra o valor desta investigação e das pesquisas mais recentes, insistindo na necessidade de olharmos para esses dados. Isto já é por si só uma conquista importante. Mas, além disso, aceitando que a homossexualidade é um problema sério, ele apresenta uma estratégia psicológica para abordá-lo. Com isso o Dr. Van de Aardweg situa a homossexualidade em um novo contexto: a esperança de cura.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Homem e Mulher Deus os Criou





Basta abrir os olhos, para notar que uma propaganda generalizada contra a família procura enfraquecê-la em todo o mundo, e mesma destruí-la. Conspiradores agem em vários níveis e por vários meios, especialmente promovendo ampla campanha a favor do aborto e do casamento homossexual. "É necessário reagir para não sermos cúmplices de dois pecados públicos" Este livro aborda as relações homossexuais à luz da doutrina católica, da lei natural e da ciência médica.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Atualizações

Finalmente o blog retorna ao ar e com ele algumas perguntas essenciais: "O que aconteceu?" e "veio para ficar?"

Existe um pré-julgamento, que particularmente considero maléfico, que se baseia em que qualquer afastamento de trabalhos ligados à sexualidade está ligado diretamente a problemas de ordem moral.
Apesar de reconhecer que isso é um caso comum, felizmente, esse pré-julgamento está equivocado.

Infelizmente, essa "torcida contra" é maior do que os apoiadores, mas mesmo assim, nem tudo nesse "universo" se baseia em questões de ordem moral.

Quando esse projeto começou, ele não tinha grandes pretensões e se espelhava em trabalhos já existentes e mais maduros (entre eles o Closet Full e o Bússola Masculina, que atualmente não existem mais, e os operantes Joel e Courage), porém tentando fugir do "mais do mesmo" e trazendo pra si uma perspectiva cristã católica (visto que a maioria dos trabalhos é protestante e nem sempre tem uma linha moral adequada), mas que não parasse apenas no catecismo, mas trouxesse aspectos da sexualidade em outras áreas da ciência.

É evidente que um trabalho com tal missão é bastante ousado, ainda mais em solo brasileiro onde os recursos disponíveis são escassos.

Mas assim seguimos, sim, "seguimos", o trabalho não é de um homem só, por mais que nem todos estejam em igual evidência, seria impossível tal trabalho contando apenas com dois braços.

Quando você se dispõe a ir além do habitual, você se sujeita a entrar em áreas de confronto e se depara com questões e aprendizados que às vezes requer tempo para ser solucionado.

Foi o avanço em algumas questões que ocasionaram uma pausa no trabalho e, agora, é exatamente esse avanço e a clareza dessas questões que nos trazem de volta à atividade.

Atualmente, em 2018, tenho aproximadamente quase 10 anos de experiência e vivência em lidar com a questão: fé, homossexualidade e mudança. Isso nem de longe faz de mim um PhD no assunto, mas me considero um observador e como tal um aprendiz.

Há aproximadamente 03 anos comecei a me questionar sobre a eficiência desse tipo de trabalho. Conversei com alguns colegas de trabalho tanto dentro como fora do país e encontrei dois grupos: Aqueles que estavam surpresos com o questionamento, pois nunca pensaram em fazê-lo e aqueles que estavam ansiosos pela resposta. Rsrs.

E isso passou a ser meu objeto de estudo por um tempo. Digo por um tempo,  pois questões pessoais me faziam oscilar na persistência rumo ao alvo.

Em determinado momento, eu descobri que eu não tinha essa resposta, mas tê-la era fundamental não só para a manutenção como para a existência do trabalho.

Foi o início da pausa.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A Malícia Particular do Vício de Sodomia

Um sábio Dominicano, uma vez disse a São Pedro Damião, que uma vez que o vício da sodomia contaminou um seminário, as autoridades da Igreja têm apenas duas opções - fechar o lugar e enviar todos para casa ou não fazer nada e simplesmente esperar que a podridão moral se espalhe até que a base desmorone por si própria. Por que esse vício particular é tão mortal para a vida religiosa?

De acordo com Damião, o vício da sodomia "ultrapassa a enormidade de todos os outros", porque: "Sem falta, ele traz a morte para o corpo e destruição para a alma. Polui a carne, extingue a luz da mente, expulsa o Espírito Santo do templo do coração humano, e dá entrada para o diabo, o estimulador da luxúria. Isso leva ao erro, remove completamente a verdade da mente iludida ... Ela abre o inferno e fecha os portões do paraíso ... É este vício que viola a temperança, mata a modéstia, sufoca a castidade, e chacina a virgindade ... Ele contamina todas as coisas, macula todas as coisas, polui todas as coisas … "Esse vício exclui um homem do coro da assembleia da Igreja ... isso separa a alma de Deus para associá-la com demônios. Esta rainha completamente doente de Sodoma torna aquele que obedece às leis de sua tirania, infame ao homem e odioso à Deus ... Ela retira seus cavaleiros da armadura da virtude, expondo-os a serem perfurados pelas lanças de todos os vícios ... Ela humilha seu escravo na igreja e condena-o no tribunal, ela contamina-o em segredo e desonra-o em público, ela corrói a sua consciência como um verme e consome sua carne como fogo ... Este homem infeliz (ele) é privado de todo o senso moral, a sua memória falha, e a visão da mente fica obscurecida. Esquecendo-se de Deus, ele também se esquece de sua própria identidade.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A Cera e o Fogo

Um dos pontos mais indispensáveis para uma alma conseguir guardar perfeitamente a castidade é a fuga das ocasiões próximas de pecado.

Já foi dito que “em matéria de castidade não há fortes nem fracos. Há prudentes ou imprudentes.”
Com o pecado original ocorreu uma desordem nas paixões do homem, desordem esta que o inclina constantemente ao mal e que, com o auxílio da graça, pode ser domada, mas não extinta durante esta vida, sendo preciso estar sempre alerta com relação a ela, não lhe dando qualquer ocasião de nos dominar.

Ocasião próxima de pecado é a pessoa, coisa, lugar ou circunstância que atiça as paixões humanas, seduzindo a pessoa a pecar. 

Em virtude da fraqueza da natureza humana e da força de atração que o pecado exerce sobre nós depois da culpa original, expor a própria alma a uma ocasião perigosa, é praticamente como expor cera ao fogo. 

Se pudesse pensar, de nada a cera fugiria tanto quanto do fogo.

O fogo é de tal forma nocivo à cera, e a cera de tal maneira fraca diante do fogo, que basta que aquela fique próxima deste, ainda que este nem a toque, para que ela seja derretida.

A natureza da cera não resiste ao calor do fogo. Derrete-se. É consumida. Evapora-se. Aniquila-se.

Para a pobre "cera" --(que simbolicamente somos nós)-- não há outra alternativa: ou foge do fogo ou nele acha o seu fim. 

E se resolve não fugir, à medida em que for se derretendo, o cruel fogo saberá alimentar-se dela, tornando-se ainda mais forte, sempre à espreita de uma nova "cera" imprudente para devorar...

Ora, tanto quanto a cera diante do fogo, assim o homem é fraco, extremamente fraco, diante das ocasiões de pecado, de modo que expor-se a elas imprudentemente e, portanto, sem o auxílio da Graça, é sinônimo de nelas cair.

E, de fato, segundo a clássica doutrina dos moralistas, sob a égide de Santo Afonso de Ligório, expor-se a uma ocasião próxima de pecado mortal, que se poderia evitar, já é pecado mortal de imprudência. 

Logo não há outra alternativa para o homem: ou a fuga das más ocasiões, ou a morte espiritual.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Serão os Homens, Hoje, Moralmente Piores do que em Épocas Passadas?

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos São Lucas, no Livro dos Actos dos Apóstolos:

«Então Paulo, pondo-se de pé, no meio do Areópago, disse: Atenienses, em todas as coisas vejo que
sois os mais religiosos. Com efeito, percorrendo e examinando os vossos monumentos sagrados, encontrei até um altar, sobre o qual estava escrito: “Ao deus desconhecido”. Aquele que vós, sem conhecer, honrais, Esse mesmo venho anunciar-vos. O Deus que fez o mundo, e todas as coisas que ele encerra, que é o Senhor do Céu e da Terra, não habita nos templos feitos pela mão do Homem, nem é servido pelas mãos humanas como tendo necessidade de alguma coisa, Ele dá a todos a vida, o sopro da respiração e tudo o resto; criou, de um só homem, toda a raça humana para habitar sobre toda a superfície da Terra, tendo fixado os tempos prescritos e as fronteiras da Sua habitação; a fim de que os homens procurem Deus, se na verdade eles O puderem sentir, e O  encontrem, e certamente não está longe de nós; porque n’Ele vivemos, nos movemos e existimos, como alguns dos vossos poetas disseram – pois nós somos também da Sua raça. Sendo pois da raça de Deus não devemos pensar que a Divindade seja semelhante ao ouro, à prata, ou à pedra que revelam a arte e o pensamento do Homem. Olhando então por cima destes tempos de ignorância. Deus agora anuncia aos homens todos, em toda a parte, que devem converter-se, porque fixou um dia em que deve julgar todo o universo em justiça por um Homem que designou, dando a todos como garantia a Sua Ressurreição dos mortos. Mas quando ouviram “ressurreição dos mortos,”uns chasqueavam, outros disseram: “Havemos de te ouvir falar sobre isso uma outra vez”. Assim Paulo retirou-se do meio deles. Alguns homens, aderindo a ele, acreditaram, entre os quais Dinis o areopagita, e uma mulher chamada Damaris, e outros ainda».  Act 17,22-34

Constitui uma asserção muito comum o proclamar-se a decadência moral, progressiva, da Humanidade, ao longo das idades, tendo nesta perspectiva, sido atingido o cume da depravação, precisamente, na nossa idade pós-Cristã.

Todavia é certo, que após o pecado original, NÃO HOUVE MAIS NENHUMA DESCONTINUIDADE ONTOLÓGICA NA CONDIÇÃO HUMANA.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Sermão sobre Pureza – São Cura D’Ars

"Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus”. (Mt.5,8)

Nós lemos no Evangelho, que Jesus Cristo, querendo ensinar ao povo que vinha em massa, aprender dEle o que era preciso fazer para ter a vida eterna, senta-se e, abrindo a boca, lhes diz: “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus.” Se nós tivéssemos um grande desejo de ver a Deus, meus irmãos, só estas palavras não seriam acaso suficientes para nos fazer compreender quanto a pureza nos torna agradáveis a Ele, e quanto ele nos é necessária? Pois, segundo Jesus Cristo, sem ela, nós não o veremos jamais! “Bem-aventurados, nos diz Jesus Cristo, os puros de coração, porque eles verão o bom Deus”. Pode-se acaso esperar maior recompensa que a que Jesus Cristo liga a esta bela e amável virtude, a saber, a posse das Três Pessoas da Santíssima Trindade, por toda a eternidade? … S. Paulo, que conhecia bem o preço desta virtude, escrevendo aos Coríntios, lhes diz: “Glorificai a Deus, pois vós o levais em vossos corpos; e sede fiéis em conservá-los em grande pureza. Lembrai-vos bem, meus filhos, de que vossos membros são membros de Jesus Cristo, e que vossos corações são templos do Espírito Santo. Tomai cuidado de não os manchar pelo pecado, que é o adultério, a fornicação, e tudo aquilo que pode desonrar vossos corpo e vosso coração aos olhos de Deus, que a pureza mesma”. (I Cor, 6, 15-20) Oh! Meus irmãos, como esta virtude é bela e preciosa, não somente aos olhos dos homens e dos anjos, mas aos olhos do próprio Deus. Ele faz tanto caso dela que não cessa de a louvar naqueles que são tão felizes de a conservar. Também, esta virtude inestimável constitui o mais belo adorno da Igreja, e, por conseguinte, deveria ser a mais querida dos cristãos. Nós, meus irmãos, que no Santo Batismo fomos rociados com o Sangue adorável de Jesus Cristo, a pureza mesma; neste Sangue adorável que gerou tantas virgens de um e outro sexo; nós, a quem Jesus Cristo fez participantes de sua pureza, tornando-nos seus membros, seu templo… Mas, ai! Meus irmãos, neste infeliz século de corrupção em que vivemos, não se conhece mais esta virtude, esta celeste virtude que nos torna semelhantes aos anjos!… Sim, meus irmãos, a pureza é uma virtude que nos é necessária a todos, pois que, sem ela, ninguém verá o Bom Deus. Eu queria fazer-vos conceber desta virtude uma idéia digna de Deus, e vos mostrar, 1º. quanto ela nos torna agradáveis a Seus olhos, dando um novo grau de santidade a todas as nossas ações, e 2º. o que nós devemos fazer para conservá-la.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Uma Carta Aberta ao Papa Francisco

UMA CARTA ABERTA AO PAPA FRANCISCO
Por Randy Engel

Em um Comissão Pontifícia de Inquérito sobre a homossexualidade, pederastia e do Lobby Gay na Igreja Católica
09 de novembro de 2013

Sua Santidade, o Papa Francisco
Palácio Apostólico
00120 Estado do Vaticano
Europa

Sua Santidade,

É difícil saber como ou por onde começar esta carta aberta sobre a necessidade da criação de uma Comissão Papal de Inquérito sobre homossexualidade, pederastia, e "Lobby Gay" na Igreja Católica. Mas como eu tenho que começar por algum lugar, deixe-me começar com 21 Perguntas feitas a você pelo jornalista brasileiro, Ilze Scamparini, durante a sua primeira conferência de imprensa de 28 de julho de 2013, a bordo do avião papal na rota para Roma saindo da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A Fenomenologia de Von Hildebrand e o Novo Ensino Sobre o Casamento

Por Randy Engel 
Traduzido por Andrea Patrícia

Nota da tradutora: Continuando com os artigos que tecem críticas ao TOB, veremos agora um artigo em forma de entrevista com a autora católica e pró-vida norte-americana Randy Engel, que escreveu uma série sobre o tema, publicada como livro*.

O site de onde traduzi esse artigo publicou várias imagens, mas não publiquei todas, pois uma delas apresenta uma índia semi-nua ao lado do Papa João Paulo II.

Esse artigo é muito bom por tratar das origens do pensamento que é a base do TOB. É importante ler com atenção para compreender a seriedade do assunto.

 *** 

domingo, 26 de janeiro de 2014

A Realeza de Cristo sobre a História - Pe. Julio Meinvielle

Há uma verdade fundamental da dogmática cristã que a chamada nova teologia busca obscurecer ou debilitar. É a Realeza universal de Cristo sobre toda a criação e por isso mesmo sobre a história. Sem embargo, esta verdade constitui a substancia mesmo do kerygma evangélico, que consiste na pregação do Reinado de Deus e de seu Cristo sobre a terra. A Nova Teologia obscurece e diminui a luz desta verdade porque ela se opõe diretamente ao laicismo da vida e da história que em sua versão liberal, socialista e comunista impera hoje sobre os povos. O laicismo constitui a substancia do mundo moderno e a nova busca pactuar com o mundo moderno. Logo se vê impelida a ofuscar e a diminuir uma verdade que tão radicalmente se opõe à sua intenção profunda.

Sem embargo, a encíclica Quas Primas, de Pio XI, sobre Cristo Rei, permaneceu como um documento que desafia os propósitos da impiedade em seu intento de diminuir os méritos deste título glorioso do Redentor. As páginas da Escritura, tanto do Antigo como do Novo Testamento, a Tradição dos Padres, a liturgia e os documentos do magistério, abundam em testemunhos desta verdade. Os salmos de Davi cantam sob a imagem e representação de um Rei opulentíssimo e sapientíssimo que havia de ser Rei de Israel.

sábado, 4 de maio de 2013

Sexualidade, relacionamentos e vida de oração

 Ricardo Sá

Nossa conversão e nosso compromisso com Deus só serão sustentados dentro de nós se formos homens e mulheres que rezam. Tudo vai esvair, ficar esquecido. Se não cultivarmos a semente, a Boa Nova do Evangelho, virá o mal para semear a má semente. O alicerce desta vida nova precisa ser alguém que reza.

Para mim, rezar significa ir à missa todos os dias, rezar o rosário todos os dias, confessar sempre que necessário, adorar o Santíssimo Sacramento, jejuar toda quarta e sexta-feira e fazer o estudo da Palavra de Deus diariamente. Não consigo conceber vida cristã que siga adiante sem ter esta matéria, esta vida de oração como alicerce, como base.

Travamos uma grande batalha em casa, no trabalho, no namoro... não se iluda. É preciso crescer no amor que existe em você e nas manifestações desse amor; na riqueza que você é, na riqueza que é sua família e sua própria vida. Você não pode perder a graça que recebeu.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Senhor, deixa-me ver o meu pecado!


Abel Correia Pinto (Franciscano)
Bem-aventurados os pobres

Senhor, deixa-me ver o meu pecado! Fita-me com os mesmos olhos com que me viste na noite da
Agonia e da Flagelação e do Alto da Cruz, ao expirar. Alumia-me por dentro! Morra embora de paixão, consente-me a descoberta do que fui e daquele que devia ter sido. Peço-Vos! Pelas sete espadas de Maria! Pelas dores de Paulo e de Francisco de Assis!

... Que é o meu pecado?


terça-feira, 23 de abril de 2013

O pequeno número daqueles que são salvos


São Leonardo de Porto Maurício

São Leonardo de Porto Maurício era um frade franciscano muito santo, que viveu no mosteiro de São Boaventura, em Roma. Ele foi um dos maiores missionários na história da Igreja. Ele costumava pregar para milhares de pessoas na praça de cada cidade e pequeno povoado, onde as igrejas não comportavam a quantidade de seus ouvintes. Tão brilhante e santa era a sua eloquência que uma vez quando ele estava em uma missão de duas semanas em Roma, o Papa e o Colégio dos Cardeais foram ouvi-lo. A Imaculada Conceição da Santíssima Virgem, a adoração do Santíssimo Sacramento e a veneração do Sagrado Coração de Jesus foram suas cruzadas. Ele foi um dos grandes responsáveis pela definição do conceito da Imaculada Conceição que somente apareceu pouco mais de cem anos após sua morte. Ele também nos deu o louvor Divino, que se diz no final da Bênção. Mas o trabalho mais famoso de São Leonardo foi sua devoção à Via Sacra. Ele teve uma morte santa em seu septuagésimo quinto ano, após 24 anos de pregação contínua.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

§ II. DA VIGILÂNCIA SOBRE OS PENSAMENTOS - Tratado da Castidade

TRATADO DA CASTIDADE
Bem-aventurados os puros.
(SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO)


1) A respeito dos maus pensamentos encontra-se, muitas vezes, um duplo engano:
a) Almas que temem a Deus e não possuem o dom do discernimento e são inclinadas aos escrúpulos,
pensam que todo mau pensamento que lhes sobrevêm é já um pecado. Elas estão enganadas, porque os maus pensamentos em si não são pecados, mas só e unicamente o consentimento neles. A malícia do pecado mortal consiste toda e só na má vontade, que se entrega ao pecado com claro conhecimento de sua maldade e plena deliberação de sua parte. E, por isto, Santo Agostinho ensina que não pode haver pecado onde falta o consentimento da vontade.

sábado, 20 de abril de 2013

De Pai Para Filho

J. R. R. Tokien falando sobre sexo

A popularidade admirável de J. R. R. Tolkien e de seus escritos, engrandecida pelo sucesso da série de filmes O Senhor dos Anéis, nos dão a certeza de que o mundo imaginário e de significado moral de Tolkien permanece como uma das grandes realizações literárias de nosso tempo.

Em certo sentido, Tolkien foi um homem de outra época.  Sendo um filólogo de coração, ele ficava mais à vontade no mundo das eras antigas, ao mesmo tempo em que testemunhava os horrores e barbaridades do século XX. Celebrado como um autor popular, ele era uma testemunha eloqüente de verdades permanentes. Sua popularidade nos campus universitários, estendendo-se de seus dias até ao presente, é uma poderosa indicação de que os seus escritos alcançam os corações dos jovens e daqueles que buscam respostas.

terça-feira, 16 de abril de 2013

O Uso Virtuoso da Internet


OS DEZ MANDAMENTOS DA INTERNET OU SOBRE O USO VIRTUOSO DA INTERNET


Padre Jean-Michel Gomis


Revolução social! Essa é nossa impressão quando examinamos o alcance do fenômeno internet sobre a sociedade. Em menos de vinte anos a tela conectada passou a fazer parte da vida do homem. Usa-se para tudo: comprar, vender, aprender, distrair-se, encontrar uma alma gêmea etc. Sem sair de casa, 2.200 milhões de usuários têm acesso a mais de 660 milhões de sites que oferecem tudo o que o homem moderno pode desejar.

sexta-feira, 15 de março de 2013

São Tomás de Aquino sobre a prática da prostituição


Vincent M. Dever

Nesse artigo, eu discutirei a visão da prostituição por Tomás de Aquino e vários assuntos relacionados a esse tópico. A principal questão que surge concerne a sua posição sobre a tolerância social à prostituição, dada sua forte visão sobre moralidade. A posição de São Tomás baseia-se em sua compreensão da lei natural e seu relacionamento ao estatuto civil. Sua posição influenciou gerações posteriores e, curiosamente, tem um certo caráter contemporâneo. Rossiaud sustenta que os dois maiores trabalhos que mudaram o pensamento a respeito da prostituição para a tolerância foram a segunda parte do Romance da Rosa e a Summa Theologica de Tomás de Aquino. [1] Na luz de uma tal recomendação, esse estudo da posição de São Tomás sobre a prática da prostituição será focado antes de tudo na Summa.

A maioria das referências de São Tomás à prostituição ocorrem na segunda parte da Summa Theologica. Não há qualquer tratamento focalizado como um tratado separado. Referências à prostituição estão dispersas e ocorrem no contexto de discussões amplas de outros tópicos, em muitos casos como exemplos para ilustrar um outro ponto. A única análise sustentada da prostituição e relacionada a tópicos comuns ocorre na questão concernente aos pecados da luxúria que surgem no amplo contexto das virtudes cardeais da temperança.

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