Finalmente o blog retorna ao ar e com ele algumas perguntas essenciais: "O que aconteceu?" e "veio para ficar?"
Existe um pré-julgamento, que particularmente considero maléfico, que se baseia em que qualquer afastamento de trabalhos ligados à sexualidade está ligado diretamente a problemas de ordem moral.
Apesar de reconhecer que isso é um caso comum, felizmente, esse pré-julgamento está equivocado.
Infelizmente, essa "torcida contra" é maior do que os apoiadores, mas mesmo assim, nem tudo nesse "universo" se baseia em questões de ordem moral.
Quando esse projeto começou, ele não tinha grandes pretensões e se espelhava em trabalhos já existentes e mais maduros (entre eles o Closet Full e o Bússola Masculina, que atualmente não existem mais, e os operantes Joel e Courage), porém tentando fugir do "mais do mesmo" e trazendo pra si uma perspectiva cristã católica (visto que a maioria dos trabalhos é protestante e nem sempre tem uma linha moral adequada), mas que não parasse apenas no catecismo, mas trouxesse aspectos da sexualidade em outras áreas da ciência.
É evidente que um trabalho com tal missão é bastante ousado, ainda mais em solo brasileiro onde os recursos disponíveis são escassos.
Mas assim seguimos, sim, "seguimos", o trabalho não é de um homem só, por mais que nem todos estejam em igual evidência, seria impossível tal trabalho contando apenas com dois braços.
Quando você se dispõe a ir além do habitual, você se sujeita a entrar em áreas de confronto e se depara com questões e aprendizados que às vezes requer tempo para ser solucionado.
Foi o avanço em algumas questões que ocasionaram uma pausa no trabalho e, agora, é exatamente esse avanço e a clareza dessas questões que nos trazem de volta à atividade.
Atualmente, em 2018, tenho aproximadamente quase 10 anos de experiência e vivência em lidar com a questão: fé, homossexualidade e mudança. Isso nem de longe faz de mim um PhD no assunto, mas me considero um observador e como tal um aprendiz.
Há aproximadamente 03 anos comecei a me questionar sobre a eficiência desse tipo de trabalho. Conversei com alguns colegas de trabalho tanto dentro como fora do país e encontrei dois grupos: Aqueles que estavam surpresos com o questionamento, pois nunca pensaram em fazê-lo e aqueles que estavam ansiosos pela resposta. Rsrs.
E isso passou a ser meu objeto de estudo por um tempo. Digo por um tempo, pois questões pessoais me faziam oscilar na persistência rumo ao alvo.
Em determinado momento, eu descobri que eu não tinha essa resposta, mas tê-la era fundamental não só para a manutenção como para a existência do trabalho.
Foi o início da pausa.