Certa vez Carlos chegou em meu escritório com um envelope na
mão. Sua perturbação era notória. O envelope era nada mais, nada menos do que
um teste de sorologia feito recente, ainda não aberto por falta de coragem;
ficando para mim a missão de abrir e dar o resultado.
Por não se tratar de uma tarefa agradável e devido o estado
de Carlos, optei por deixar o envelope de canto por algum tempo. Lhe ofereci um
café enquanto se iniciava uma conversa despretensiosa.
